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Análise das microexpressões faciais como prova inominada

Perceber incongruências entre o dizer e o sentir se mostra útil nos mais variados contextos, como por exemplo em audiências, em ambientes de trabalho, com pacientes psiquiátricos, entre outros. Essas incongruências podem ser identificadas através da microexpressão facial, que são movimento rápidos, inconscientes que “escapam” a verdadeira emoção sentida no momento em questão. Foi realizada uma análise de um vídeo de interrogatório, onde o homem interrogado era suspeito do homicídio da esposa. Essa análise teve como objetivo identificar as unidades de ação (AUs) do indivíduo, as emoções apresentadas através das microexpressões e também identificar possíveis contradições com o que se estava falando, com o real sentimento do suspeito. Esse vídeo foi cedido pela Delegacia de Homicídios de Londrina. O método adotado foi o frame by frame e para a classificação das microexpressões utililzou-se o Facial Action Code System. Os resultados encontrados indicam que esse sistema tornar-se útil como suporte complementar das investigações e pode ser apresentado em ambiente jurídico como uma prova inominada.

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Giorglli Pain, é Investigador de Polícia da PCPR, atuante em investigações criminais com foco em produção de provas. Pós-Graduado em Perícia Criminal e Ciências Forenses pelo IPOG e Bacharel em Ciências Econômicas pela UEL.

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